sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Cavalgando

Quando criei o blog imaginei que escreveria aqui quase diariamente. Afinal, na vida acontece tanta coisa! Alegrias, tristezas, chateações, revoltas, paixões, crises, vitórias... Tanta coisa! Então vem a pergunta que não quer calar: Quem matou Odeth Roitman? (desculpa a piada cretina). Não! Eu me pergunto: "Como pode um blog baseado numa vida com 'tanta coisa' ficar meses sem um relato?". Vamos a uma tentativa de resposta.

Velho, isso é muito mais dificil do que realmente imaginei! Escrever sobre mim, meus sentimentos e emoções, é um verdadeiro tabu. Acho que imaginar que alguém tem a curiosidade de saber o que se passa na minha cabeça me bloqueia. Sério mesmo!! Você caro leitor deve estar se perguntando: "Por que ele não comprou um diário em vez de criar um blog?". Não se assuste, não tentarei responder todas as dúvidas da minha vida em um unico post. Mas no meio da minha interminavel lista de interrogações (não se preocupem, vou poupa-los da lista), eu tenho uma certeza. Eu preciso mudar. Eu preciso vencer os meus temores, Expor ideias, dar a cara pra bater, correr sim! o risco de ser criticado. E liberar estes pensamentos que povoam a minha cabeça e que geralmente estão fora do meu controle, como os mustang selvagens da propaganda da Malboro, cavalgando sem destino, sem cabresto. Quem sou eu para aprisionar e torturar até a morte um pensamento? É amiguinhos... Os pensamento são formas de vida. Tá! tudo bem, alguns não estão tão vivos assim, são fantasmas, conhecidos também como lembranças, esses as vezes reecarnam ou vão para um limbo distante caindo num esquecimento quase que total. Mas o importante é que as ideias precisam fluir, precisam habitar outras mentes, crescer, se modificar. Exercer o dinamismo de sua natureza original.

Voltei. É, viajei sim. Perdi o controle. Comecei a digitar e digitar... e não sei se tá coerente, ou se tem muitos erros. Mas vai assim mesmo! E estou feliz por isso... Estou olhando para o botão publicar postagem, mas ainda não clico, o passeio não terminou. Não a razão. Eu sou racional até na fúria! Mas as coisas mudam...Chegou a hora do botão.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Cascadura - Caim

Vou por você no meu lugar pra ver como você se sai

Continhas poucas vão mostrar como é dormir e não descansar
Tendo um milhão de frustrações, há uma que incomoda mais
Nenhuma posso revelar, apenas por não ser capaz

Vergonha é companhia que ao rancor veio se somar
Pelo correr do dia me corrompendo mais e mais

Tento fazer o meu melhor, talvez não o faça tão bem
Quanto mais velho, pior.
E um cão me late: “Amém”!

Se a tua boca me encontrar num maldizer de marginal
Será troféu pra se guardar, provando que somos iguais

Em tua forma sadia, escondes de modo eficaz
A fisgada da ferida que me é tão familiar

Tento fazer o meu melhor, talvez não o faça tão bem
Quanto mais velho, pior.
E um cão me late: “Amém”!

(Tell me, Mama:Will I fall in love...
Um abrigo, a sombra... minha Paz!
Veja você, o vilão não é mau,
é só quem sofre no final... Loving you...)
Shooby doo baw wal

Tento fazer o meu melhor, talvez não o faça tão bem
Quanto mais velho, pior.
E um cão me late: “Amém”!